24 | 06 | 2018
RedGlobe Notícias
Venezuela aktuell
Statistics

Today: 10547

Yesterday: 29000

Since 01/06/2005: 41163186

A execução da vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro, completa, nesta quinta-feira (14), três meses e continua sem resposta por parte das autoridades responsáveis pela investigação. Assassinada na noite do dia 14 de março, no bairro do Estácio, após sair de uma atividade com jovens negras na Lapa, Marielle era a única vereadora do partido no Rio e foi a quinta mais votada entre todos os parlamentares da Câmara Municipal, nas eleições de 2016. O motorista Anderson Gomes também foi vítima desse crime bárbaro.

Neste momento em que a tragédia já vai para o seu terceiro mês sem a elucidação completa do caso, o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, afirma que o partido continua exigindo uma resposta e cobrando que as investigações avancem. Ele destaca, ainda, que a execução da vereadora é uma das expressões do ódio e da intolerância contra os lutadores e defensores de direitos humanos.

“O assassinato covarde de Marielle e Anderson revelou para o Brasil e o mundo a gravidade do momento que vivemos. O ódio, a intolerância, os preconceitos já não se expressam apenas na internet. Eles estão disseminados tomando a forma de ataques, agressões, intimidação e assassinatos. Marielle e Anderson foram vítimas de um crime político e isso precisa ser reafirmado sempre. Exigimos justiça e punição exemplar aos envolvidos neste crime hediondo”, ressalta Medeiros.

Ao destacar que a execução de Marielle trata-se de um crime político, o presidente do PSOL explica que as pautas defendidas por ela incomodavam os grupos que controlam o crime organizado dentro e fora das instituições. Medeiros lembra que a vereadora atuava em diversas frentes, defendendo mulheres, negros e negras, os movimentos LGBTs, a juventude e, sobretudo, as populações das favelas contra as violações de diretos humanos.

“Não vamos descansar enquanto não tivermos resposta de quem está por trás daquele triste episódio da noite 14 de março”, finaliza.

Relatório da Comissão da Mulher
Nesta quinta-feira (14/06), para marcar os três meses sem Marielle e Anderson, será lançado, na Câmara Municipal do Rio, o Relatório da Comissão da Mulher, cuja comissão era presidida pela vereadora.

Em um ano e três meses de mandato, a Comissão da Mulher atendeu vários casos de violência contra a mulher, promoveu campanhas pelos direitos sexuais e reprodutivos, em especial de mulheres negras, realizou a Audiência Pública sobre Mortalidade Materna, o encontro com as profissionais de saúde da Clínica da Família, o OcupaDH no Salgueiro, junto com a Comissão de Direitos Humanos na ALERJ e a Associação de Moradores, onde aconteceram atendimentos e uma roda de acolhimento entre mulheres, entre outras coisas.

Este relatório já estava sendo produzido pela equipe da vereadora, com os dados de trabalho de um ano e estava planejado para ser lançado em abril.

Diante da tentativa de calar Marielle, o lançamento desse relatório se torna ainda mais importante. O material foi finalizado pela equipe da Mandata Coletiva Marielle Franco e revisado e ampliado para incorporar todas as ações realizadas até o dia 14 de março de 2018.

Para saber mais sobre o evento, acesse: https://bit.ly/2LNuPEs

Fonte:

Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

Real time web analytics, Heat map tracking