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Sol forte e chuva intensa marcaram o dia dos manifestantes que prestaram solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em frente à Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, nesta quarta-feira (14). Lula chegou ao prédio pouco antes das 14h para prestar depoimento sobre o sítio que frequentou na cidade de Atibaia, interior de São Paulo.

A concentração dos militantes de movimentos sociais e partidos políticos começou por volta das 12h, com a agitação da bateria do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de gritos de ordem como “Lula, guerreiro do povo brasileiro” e “viva o operário, viva a revolução”. Ao longo do dia, diversas lideranças partidárias somaram-se ao ato.

Chegando ao ato no início da tarde, a presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, afirmou que o depoimento de Lula era “uma peça teatral”, pois o processo se sustenta apenas em “questões políticas”.

“Qual é o crime que Lula cometeu? Corrupção passiva precisa de um ato de ofício. Lavagem de dinheiro também. Lavou dinheiro de quem e onde? O sítio não é dele, ele não sabia das reformas, não pediu as reformas, todas as testemunhas falaram que não tem nada a ver com recurso da Petrobrás e mesmo assim o juiz embarcou de novo na tese do Ministério Público sobre as convicções, dizendo que Lula deveria saber e tem responsabilidade”, disse.

Lula é acusado pelo Ministério Público por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, as empreiteiras OAS e Odebrecht teriam custeado reformas em um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, que era frequentado por Lula e sua família.

Para o deputado federal Wadih Damous (PT), que integra a equipe de advogados de Lula, o processo do “sítio de Atibaia” tem semelhanças com o processo do “triplex do Guarujá”, pelo qual Lula foi condenado. Na análise de Damous, existe uma “tentativa de incriminação ao ex-presidente Lula em um processo farsesco”.

“São dois processos diferentes do ponto de vista do objeto, mas são processos parecidos. Da mesma forma como no caso do triplex, atribuiu-se a propriedade e a responsabilidade ao presidente Lula de um imóvel que não é dele. Tentam vincular melhorias que foram feitas no tal sítio de Atibaia a contratos da Petrobrás na época em que Lula era presidente. É bom que saiba que essas tais melhorias foram realizadas quando lula ainda não era presidente. não há qualquer prova”, afirmou.

Esta foi a primeira vez que Lula saiu da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba desde que foi preso, em 7 de abril. O interrogatório desta quarta foi feito pela juíza Gabriela Hardt, que substitui o juiz responsável pelos processos da Lava Jato, Sergio Moro. Assim que foi nomeado para o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro, Moro pediu férias da magistratura.

O deputado federal Paulo Pimenta criticou a atuação do juiz Sergio Moro, afirmando ser “uma violência ao Estado democrático de Direito”. Segundo Pimenta, Moro já deveria ter se afastado do cargo, o que geraria um processo de seleção interno no Tribunal Federal da 4ª Região (TRF4), para designação de um novo magistrado para assumir o processo.

“O juiz Sergio Moro encontra-se, hoje, numa situação de absoluta ilegalidade. Não existe, na legislação brasileira, a figura do juiz de férias que faz política. Juiz não faz política. Isso está no conselho federal, na lei orgânica da magistratura, isso está no código de ética. Esta figura, juiz de férias fazendo política, nunca existiu, porque ela é ilegal”, disse.

Após a saída de Lula do prédio da Justiça Federal, parte dos manifestantes voltaram à Vigília Lula Livre, de onde saudaram o ex-presidente Lula com o tradicional “boa noite”.

Edição: Diego Sartorato

Fonte:

Brasil de Fato

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